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Entrevista

Registar para reduzir os resíduosNews image

Muitos utilizadores ainda tratam os resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos como lixo urbano ou contam com os serviços das autarquias para se desfazerem dos mesmos. Os municípios têm aqui, por isso, um papel fundamental de articulação com as entidades gestoras, defende Rui Cabral, Director-Geral da Associação Nacional para o...


Tema Especial

Responsabilidade Social Corporativa: Empresas integram preocupações ambientais

Ser socialmente responsável não se restringe ao cumprimento de todas as obrigações legais. Segundo o Livro Verde da Comissão Europeia, publicado em 2001, Responsabilidade Social Corporativa (RSC) “é um conceito segundo o qual as empresas decidem, numa base voluntária, contribuir para uma sociedade mais justa e para um ambiente mais...


Destaque

Green Project Awards 2011: Os melhores projectos de sustentabilidade em Portugal

Os vencedores desta quarta edição dos Green Project Awards, uma iniciativa da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Quercus e GCI, são os projectos Consumo Consciente, Respeita o Ambiente, CorkSorb, e BioCombus. Os galardoados foram conhecidos ontem à tarde numa cerimónia que decorreu na Culturgest, presidida por Assunção Cristas, Ministra da Agricultura,...


Artigo de Opinião

EM BREVE...

Neste espaço vamos ter novas ideias e reflexões sobre o estado do Ambiente...


Responsabilidade Social Corporativa: Empresas integram preocupações ambientais

Ser socialmente responsável não se restringe ao cumprimento de todas as obrigações legais. Segundo o Livro Verde da Comissão Europeia, publicado em 2001, Responsabilidade Social Corporativa (RSC) “é um conceito segundo o qual as empresas decidem, numa base voluntária, contribuir para uma sociedade mais justa e para um ambiente mais limpo”. Para o autor Richard Barrettt, é uma forma de construir um mundo melhor através dos negócios.

O intuito da publicação do Livro Verde da Comissão Europeia não se esgota no encontrar de uma definição para o conceito de RSC e na análise das várias definições propostas pelos autores nas últimas décadas. Pelo contrário. O seu principal objectivo passou pela “promoção de um quadro europeu para a responsabilidade social das empresas”. E esta missão deu frutos. Foi criada, em 2006, a International Organization for Standardization (ISO) 26000, uma norma internacional sobre responsabilidade social nas organizações, que aconselhou cada país ou região a gerar um documento, consonante com a sua realidade, a partir do qual fosse possível criar ferramentas para definição e implementação da RSC localmente.

A NP 4469-1:2008 - Sistema de Gestão da Responsabilidade Social (SGRS), criada em 2008, é a resposta portuguesa a esse apelo e, de acordo com o texto do documento, tem como principais metas “apoiar as organizações que pretendem implementar um SGRS, fornecendo-lhes uma estrutura, reconhecer as organizações que já desenvolvem práticas socialmente responsáveis que ultrapassam o contexto legislativo global, permitindo-lhes a implementação de um sistema de gestão e fornecer um modelo único para os pilares do desenvolvimento sustentável”.

Partilhar experiências e bons exemplos

A nível internacional, as preocupações sustentáveis da Nestlé reflectem-se em iniciativas como o Cocoa Plan, projecto criado para ajudar os agricultores a operarem de forma mais eficiente. Outras iniciativas da marca foram entretanto divulgadas no âmbito do “Fórum sobre Criação de Valor de Partilhado”, evento promovido pela Nestlé Portugal durante o Greenfest, que este ano decorreu no Centro de Congressos do Estoril (CCE), de 28 de Setembro a 2 de Outubro. O Fórum abordou uma “evolução do modelo tradicional de responsabilidade social corporativa assente sobre os recursos e a experiência específicos de cada empresa” e contou com o contributo de Dane Smith, consultor de empresas nesta área e managing director da Foundation Strategy Group (FSG), uma consultora sem fins lucrativos, fundada por Michael Porter e Mark Kramer, que desenvolveram teoricamente o conceito de Criação de Valor Partilhado.

Na prática, a Nestlé aplica este conceito em programas educativos, como o "Apetece-me", o projecto BUONDI "Protege o Litoral", a Reciclagem de cápsulas de Nescafé Dolce Gusto, o aconselhamento agrícola com vista à produção de farinhas com baixo teor de pesticidas (BTP), entre outros exemplos como “Água da Vaca”, que consiste no aproveitamento da água do leite realizado pela fábrica de leite em pó da Nestlé, em São Miguel (Açores). Não admira por isso que, este ano, o B.Green Action Award tenha sido atribuído à Nestlé, "pela forte e diversificada promoção de acções de CSR durante todo o evento", segundo comunicado do Greenfest. Já na categoria B.Green Stand Award, o prémio foi entregue ao IADE "pelo seu criativo e sustentável stand, composto por materiais reutilizados", tendo a EDP - Energias de Portugal sido galardoada com o B.Green Leadership Award, pela sua estratégia de sustentabilidade.

Conforme declarou à imprensa o mentor do evento, Pedro Norton de Matos, no Greenfest contaram-se “histórias que permitem desafiar os visitantes a perceber como é que se transforma uma mensagem sustentável numa mudança de comportamentos”.

Mudança sustentável de comportamentos

Para Richard Barrett, autor de “Como construir uma organização gerida por valores”, a questão passa por uma transformação cultural. Dirige, por isso, este livro a todos “aqueles que dedicaram as suas vidas à construção de um mundo melhor através dos negócios”. Num dos capítulos, Barrett reforça a “importância da tomada de decisão baseada em valores”, num outro aborda a integração com o modelo excelência da EFQM (European Foundation for Quality Management). A EFQM é uma organização sem fins lucrativos formada em 1989 por CEOs de 14 importantes empresas europeias, incluindo a Nestlé, British Telecom, Fiat, KLM, Renault, e lançou o Prémio Europeu da Qualidade, com vista a distinguir anualmente as empresas que alcançam os melhores resultados segundo os critérios da EFQM para a excelência em gestão.

A aplicação deste modelo de excelência (www.efqm.org) implica a resposta a uma série de questões, com base na aprendizagem contínua e inovação, e parte da premissa que existem várias abordagens para alcançar a excelência sustentável. A metodologia defendida por Richard Barrett faz dele um visionário, como o apelida Luís Rochartre Álvares, Secretário-Geral do Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável. Neste momento e em 50 países, são mais de 3000 as organizações e líderes que reconhecem as Cultural Transformation Tools de Richard Barrett, como forma de garantir a geração sustentável do triplo valor: financeiro, ambiental e social.  

Premiar a inovação ambiental

Adoptar políticas “amigas do ambiente” ou apoiar acções de cariz ambiental não é suficiente. É preciso inovar. Foi isso que fizeram empresas como a Waydip, a SOMA, SA, do Grupo Auto-Sueco, ou a Varandas de Sousa SA que este ano arrecadaram, respectivamente, os três primeiros lugares do Prémio Nacional de Inovação Ambiental. Os trabalhos premiados foram um sistema de aplicação no pavimento que permite captar a energia cinética, ou seja, a energia libertada pelo movimento de pessoas e veículos sobre a sua superfície, e converter essa energia em energia eléctrica, no caso da jovem empresa Waydip; um sistema que se destina aos meios afectos à recolha dos resíduos sólidos urbanos e pretende melhorar a sua eficiência, no caso da SOMA, SA; e a valorização agrícola de substrato da produção de cogumelos proposta pela Varandas de Sousa SA.

Descubra mais nos seguintes sites:

Comissão Europeia: http://europa.eu
International Organization for Standardization:www.iso.org/iso/social_responsibility
Greenfest: www.greenfestival.pt
European Foundation for Quality Management: www.efqm.org
Instituto Português da Qualidade: www.ipq.pt
Prémio Inovação Ambiental: http://pnia.industriaeambiente.pt
Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável: http://www.bcsdportugal.org/


Actualizado em ( Quarta, 02 Novembro 2011 14:28 )
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