EM CONSTRUÇÃO

Entrevista

Registar para reduzir os resíduosNews image

Muitos utilizadores ainda tratam os resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos como lixo urbano ou contam com os serviços das autarquias para se desfazerem dos mesmos. Os municípios têm aqui, por isso, um papel fundamental de articulação com as entidades gestoras, defende Rui Cabral, Director-Geral da Associação Nacional para o...


Tema Especial

Criado Instituto para gerir território

Assume-se como um action tank, tem respostas e pretende criar soluções que permitam ao país defender melhor os seus recursos. A primeira rede portuguesa para o desenvolvimento do território foi lançada dia 23 de Janeiro, numa cerimónia presidida pelo Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho.“O país tem problemas de organização territorial que...


Destaque

Green Project Awards 2011: Os melhores projectos de sustentabilidade em Portugal

Os vencedores desta quarta edição dos Green Project Awards, uma iniciativa da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Quercus e GCI, são os projectos Consumo Consciente, Respeita o Ambiente, CorkSorb, e BioCombus. Os galardoados foram conhecidos ontem à tarde numa cerimónia que decorreu na Culturgest, presidida por Assunção Cristas, Ministra da Agricultura,...


Artigo de Opinião

EM BREVE...

Neste espaço vamos ter novas ideias e reflexões sobre o estado do Ambiente...


Think Tank Gulbenkian - Água e o Futuro da Humanidade

 

 A água é um recurso escasso e dentro de poucas décadas poderá não responder às necessidades. Esta preocupação está na base do Think Tank Gulbenkian sobre a Água e o Futuro da Humanidade, um grupo de reflexão formado pela Fundação Calouste Gulbenkian para abordar os principais problemas que se colocam no domínio da água, identificar cenários futuros e apontar diferentes estratégias para lidar com novas situações.

Estima-se que cerca de um terço da água que usamos em casa vai pela sanita abaixo. A torneira aberta enquanto lavamos os dentes, os banhos de imersão, as fugas nas tubagens ou os consumos de programas pouco económicos da máquina de lavar roupa são indicadores pouco favoráveis à “pegada de água”. Reduzir a capacidade do autoclismo e reutilizar as águas residuais podem ser consideradas medidas úteis, mas não chegam para resolver um problema à escala global. Alguns dos exemplos publicados no site Water Footprint, gerido pela Universidade de Twente, na Holanda, e pelo Institute for Water Education, procuram dar uma ideia da dimensão do problema: Para produzir um litro de leite são necessários 1000 litros de água; uma chávena de café exige 140 litros de água, um quilo de carne implica 16 mil litros de água.
Além do abastecimento público de água, a indústria, a agricultura, o turismo e a energia estão entre os maiores utilizadores deste recurso. A água é um bem escasso: Quase 900 milhões de pessoas no mundo não têm acesso a água potável e mais de 2,6 biliões de pessoas não acedem ao saneamento básico. Os desperdícios facilitam e as condições climatéricas agravam a situação. Recentemente, o Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas (PIAC) das Nações Unidas concluiu que as fontes de água potável sofrem a influência das alterações climáticas, com consequências devastadoras para as sociedades humanas e para os ecossistemas. Os recursos hídricos estão armazenados nos glaciares, mas a verdade é que estes se encontram a derreter (ex: glaciares do Tibete). O cenário é sério: “Pensa-se que as disponibilidades da água face às necessidades, dentro de algumas décadas podem pôr em causa o desenvolvimento da humanidade”, referiu o coordenador do Think Tank Gulbenkian sobre Água e o Futuro da Humanidade, Luís Veiga da Cunha, em declarações à Agência Lusa, no âmbito do primeiro encontro do projecto realizado em Lisboa, em Dezembro. O professor da Universidade Nova de Lisboa salientou que as sociedades poderão enfrentar dificuldades "sobretudo por causa do consumo de água ligado àquela que é integrada nos produtos que se consomem (...) nomeadamente nos produtos agrícolas". O consumo de água no horizonte de 2050 e o estado dos recursos hídricos no ambiente global constituem assim a base de reflexão deste Think Tank, um grupo de reflexão criado pela Fundação Calouste Gulbenkian com o objectivo de aprofundar os conhecimentos sobre a importância crescente da água num mundo em mudança. Tratando-se de um problema de todo o mundo, este programa conta por isso com especialistas de vários países, reunindo “saberes complementares”, de forma a reflectir de forma interdisciplinar e multisectorial sobre os principais problemas. O Think Tank Gulbenkian sobre a Água e o Futuro da Humanidade é constituído por Benedito Braga (Brasil), Colin Chartres (Austrália), William J.  Cosgrove (Canadá), Luís Veiga da Cunha (Portugal), Peter Gleick (E.U.A.), Pavel Kabat (Holanda), Mohamed Ait Kadi (Marrocos), Daniel P. Loucks (E.U.A.), Jan Lundqvist (Suécia), Sunita Narain (Índia) e Jun Xia (China) – especialistas que marcaram presença na sessão de apresentação pública do projecto no dia 6 de Dezembro.

Mais informações: www.gulbenkian.pt

 

 


Actualizado em ( Sexta, 04 Fevereiro 2011 12:07 )
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