Almada acolheu, nos passados dias 28 e 29 de Maio, a Conferência Internacional “Roteiro Local para as Alterações Climáticas: Mobilizar, Planear e Agir”, co-organizada pela associação internacional ICLEI, Governos Locais para a Sustentabilidade, Câmara Municipal de Almada, Agência Municipal de Energia de Almada (AGENEAL), Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT-UNL) e Agência para a Energia (ADENE).
O “Roteiro Local para as Alterações Climáticas” é a designação de um processo que está a decorrer a nível mundial, com o intuito de levar a dimensão local às renegociações do Protocolo de Quioto, que vão culminar com a redacção de um novo Acordo Global sobre o Clima. Pretende-se igualmente que este novo acordo valorize a acção local no combate às alterações climáticas. Para o efeito, governos locais em todo o mundo estão a mobilizar-se e a dinamizar eventos com abrangência nacional para recolha de contributos sobre o texto ainda provisório, posteriormente compilados num documento único, a apresentar na COP 15 de Copenhaga, em Dezembro de 2009. Assim, até Junho de 2009, outras conferências sobre este tema vão realizar-se em várias cidades mundiais.
Neste contexto, estiveram presentes especialistas nacionais e estrangeiros que abordaram temas relativos às questões de mitigação de emissões de gases com efeito de estufa, estratégias de adaptação e instrumentos e mecanismos financeiros disponíveis para a acção local. Destaca-se a participação de representantes do Secretariado do Pacto dos Autarcas, Banco Mundial, Banco Europeu do Investimento, Universidades e de diversas cidades europeias, entre as quais Växjö, a cidade sueca recentemente distinguida com os prémios “Sustainable Energy Award” e “The best environmental practice in Baltic Cities Award”.
A iniciativa culminou com a entrega simbólica de um documento, que compilou os contributos de municípios portugueses para este roteiro, ao secretário Europeu do ICLEI e a um representante do Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional que acompanha as renegociações do acordo pós-Quioto. As ideias principais resumem o compromisso das autoridades locais em:
- “aderir a estratégias nacionais de combate às alterações climáticas que reconheçam a importância da intervenção das autoridades locais;
- estabelecer estratégias locais ou regionais de mitigação e adaptação e a monitorizar e apresentar periodicamente os resultados das medidas que adoptamos;
- dar o exemplo, incorporando nas nossas organizações acções mitigadoras e promovendo nos nossos territórios medidas de adaptação;
- mobilizar e sensibilizar os cidadãos que representamos para a causa da Protecção do Clima”.
Foram 53 os municípios que aderiram, abrangendo 37% da população portuguesa.
Mais informações: www.roteirolocalclimaticas.org.



