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Boas práticas ambientais em campanha eleitoral

 

A campanha de Miska Paulorinne ao parlamento na Finlândia emite 0,72 toneladas de dióxido de carbono. As boas práticas ambientais são, segundo este candidato, uma “responsabilidade dos governantes”.

A boa conduta no que à protecção do ambiente diz respeito é uma missão difícil de cumprir em épocas de campanha eleitoral. As quantidades consideráveis de papéis impressos para distribuir pela população, os cartazes espalhados pelas cidades, as deslocações de automóvel, entre outras actividades fazem crescer exponencialmente a pegada ecológica.
Na Finlândia, na corrida para as eleições parlamentares que terão lugar em Abril, o candidato a deputado pelo Partido Social Democrata Finlandês, Miska Paulorinne, decidiu ultrapassar esse problema e fazer uma campanha e)mission neutral.
O candidato considera que é “necessária a responsabilidade dos governantes”, e por isso mediu as emissões de gases de efeito de estufa relativos à sua campanha com vista ao desenvolvimento de medidas para diminuir os valores. O cálculo foi feito pela e)mission, empresa internacional que oferece soluções ao nível das emissões de carbono. A pegada de carbono da campanha de Miska Paulorinne, até à data das eleições, calculada de acordo com o protocolo Greenhouse Gas Protocol, referência internacional para as emissões de relatórios carbono, é de 0,72 toneladas de dióxido de carbono (tCO2). Este valor é equivalente a pouco mais do que o impacto de carbono de uma viagem de avião, de ida e volta, desde Helsínquia até Copenhaga.
As boas práticas do candidato passam pela eficiência da sua habitação e escritório, que utilizam madeira para o aquecimento do espaço e energia solar para o aquecimento da água. E também pela condução de um veículo híbrido e a utilização de transportes públicos (comboio e autocarro) para as deslocações durante a campanha. “Ao assumir a responsabilidade pelas emissões de carbono e ao integrar um preço de carbono nos produtos e serviços utilizados, poderemos encarar as possíveis formas de “energia limpa” de uma maneira mais justa e mais equilibrada”, assegura Paulorinne.

Política & ambiente de mãos dadas
Formado em engenharia dos materiais, o candidato é ainda um dos participantes do Fórum NoE –  Energy in the Cold Climate, uma iniciativa financiada pelo programa EU Intereg, e está actualmente envolvido em várias actividades que promovem a utilização de energia sustentável na sua comunidade. É também membro da Comissão Parlamentar de Estratégia da campanha para o Partido Social-Democrata da Finlândia.
Sérgio Santos, o Director Geral da Acess2 Carbon Markets, a empresa portuguesa de consultoria e de desenvolvimento de projectos de carbono que representa a e)mission a nível internacional, considera que “os representantes políticos têm um papel importante a desempenhar na liderança para irmos ao encontro de um ambiente, uma economia e sociedade mais saudáveis”. A empresa está por isso satisfeita por “colaborar com Miska Paulorinne, dando-lhe a garantia de que a sua campanha eleitoral vai fazer parte da solução e não do problema”. Se for eleito como um dos membros do Parlamento, no dia 17 de Abril, Paulorinne compromete-se a monitorizar a sua pegada de carbono e a manter o impacto neutro de carbono associado às suas actividades.


 


Actualizado em ( Terça, 26 Abril 2011 11:51 )
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