
Inês Lima Azevedo é a investigadora nomeada para liderar o novo Centro para a Análise de Decisão em Energia e Alterações Climáticas, da Carnegie Mellon University (CMU).
O novo Centro para a Análise de Decisão em Energia e Alterações Climáticas acaba de ser criado na Carnegie Mellon University (CMU) e tem como principal objectivo ajudar os consumidores e a indústria a lidar, de forma mais fácil e adequada, com o processo de decisão em áreas ligadas à energia e clima. “Pretendemos desenvolver novos insights e métodos inovadores para dar apoio aos nossos stakeholders quando confrontados com decisões importantes relacionadas com as alterações climáticas e com as progressivas alterações nos sistemas energéticos”, esclarece a directora executiva Inês Lima Azevedo.
O centro recebeu um fundo de investimento de seis milhões de dólares por um período de cinco anos, e pretende colaborar com organizações públicas e privadas. “Iremos também trabalhar simultaneamente no desenvolvimento de novas teorias e métodos que sustentem a tomada de decisão em ambientes de maior incerteza”, acrescenta a investigadora. Um dos desafios do Centro consiste em incrementar estratégias de protecção dos ecossistemas marinhos, ameaçados pelas emissões de carbono.
Centro estimula carreira na investigação
Inês Lima Azevedo é licenciada em Engenharia do Ambiente e mestre em Engenharia e Gestão de Tecnologia pelo Instituto Superior Técnico. Em 2009 iniciou o doutoramento em Engenharia e Políticas Públicas (EPP) na CMU, instituição onde é professora e investigadora, e que tem forte ligação às universidades portuguesas através do Carnegie Mellon Portugal. No âmbito deste Programa, que é financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, Inês Lima Azevedo tem sido uma forte impulsionadora da realização de brainstorms sobre smart energy grids, com vista à evolução da investigação na área das redes energéticas.
O Carnegie Mellon Portugal resulta de uma parceria entre o governo português e a universidade norte-americana, e abrange mais de 220 estudantes de Mestrado e de Doutoramento, 22 projectos de investigação e mais de 60 empresas. Com apenas três anos de existência, é já considerado um caso de estudo pela universidade norte-americana. Tim McNulty, um dos responsáveis da CMU que esteve recentemente em Portugal para participar num workshop sobre transferência de tecnologia, referiu que este é o único programa do género no mundo.
Além da directora executiva Inês Lima Azevedo, o novo centro contará também com a elevada experiência de vários outros especialistas na área, como Granger Morgan, director do Departamento de EPP na CMU, para quem “o Centro tem um papel determinante para todos os alunos que pretendem fazer carreira na investigação na área do ambiente, das alterações climáticas e da energia”.



