Termina hoje o VII Congresso de Ornitologia da SPEA, em Machico, dedicado pela primeira vez à região da Macaronésia, que engloba a Madeira, os Açores, as Canárias e Cabo Verde. Em simultâneo, organizam-se as I Jornadas Macaronésicas de Ornitologia, permitindo, pela primeira vez, debater em conjunto o valor dos recursos naturais e biodiversidade que une estes arquipélagos.
A sessão de abertura do VII Congresso de Ornitologia e das I Jornadas Macaronésicas de Ornitologia, reuniu em Machico especialistas de Portugal, Espanha e Cabo Verde, entre outros países. Esteve em destaque o valor ambiental único da região da Macaronésia, caracterizada por espécies endémicas e habitats muito ameaçados.
Os representantes dos quatro arquipélagos salientaram os excelentes resultados de vários projectos, em especial os que foram financiados pelo quadro comunitário Life+. É o caso dos projectos de conservação do Priolo e da Laurissilva (Açores), da Freira-do-Bugio e da Freira-da-Madeira (Madeira) e aves marinhas (Canárias e Cabo Verde). Os resultados obtidos mostraram que é possível recuperar essas espécies e minimizar os impactos causados por espécies invasoras e predadores introduzidos, e pela destruição dos habitats nativos. Estes resultados mostraram também que as quatro regiões poderão trabalhar em conjunto num futuro próximo.
Luís Costa, Director Executivo da SPEA, refere que “os resultados obtidos e apresentados neste congresso são não só encorajadores, como também mostram que a sua discussão neste congresso permite identificar muitas ameaças em comum, que poderão ser combatidas em parceria pelas organizações que trabalham em cada uma das regiões.” Além disso, concluiu-se também que “estes projectos permitem um acréscimo de riqueza nestas regiões, divulgando o património único que existe na Macaronésia e que é um cartaz de turismo e de desenvolvimento sustentável dos vários arquipélagos”.



